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Mais de 93 mil imóveis no Feirão da Caixa

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Evento acontece de 21 a 24 de maio e vai reunir 130 construtoras e 133 imobiliárias

Quem está em busca da casa própria vai podeer escolher entre 93,5 mil imóveis que serão oferecidos no 5° Feirão da Casa Própria de São Paulo, promovido pela Caixa Econômica Federal. O evento, que acontece de 21 a 24 de maio no Centro de Exposições Imigrantes, vai reunir 130 construtoras e 133 imobiliárias. No local, será possível fechar o financiamento de imóveis e simular operações de crédito. A partir de hoje, a Caixa disponibiliza, em seu endereço na internet (www.caixa.gov.br), um hotsite (site temporário) com simuladores e informações sobre os imóveis que serão comercializados no feirão.

De acordo com a Caixa, haverá unidades tanto para as classes baixas, que se enquadram no programa “Minha Casa, Minha Vida”, quanto para a classe média. “Independentemente da renda, a pessoa vai encontrar opções de imóveis”, garante Baernandete Maria Pinheiro Cury, superintendente nacional de Habitação do banco.

A estimativa é de que a média de preços gire em torno de R$ 130 mil, mas também haverá unidades com valores acima de R$ 200 mil, por exemplo, voltadas para famílias com renda maior.

De hoje até o início da feira, as contrutoras vão abastecer o site de informações , fotos e dados sobre as unidades novas ou em construção. No caso dos imóveis usados, será preciso consultar o site do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (www.crecisp.gov.br). Escolhido o imóvel, bastará fechar o financiamento durante a feira. Em 2008, foram 21,5 mil negócios.

“Quando a pessoa chega ao evento, ela visitou o site, simulou e já tem até uma noção de que terá as taxas mais baixas (do mercado)”, acrescenta Bernadete.

Caso a pessoa não encontre nos quatro dias do Feirão, o imóvel ideal, ainda assim será possível sair com uma carta de crédito da Caixa em mãos. “Ao fechar o financiamento no local, a pessoa terá um prazo de 180 dias para utilizar a carta de crédito”, explica Válter Nunes, superintendente regional da Caixa em São Paulo.

Este ano, quem for ao evento também poderá participar de seminários sobre o financiamento de imóveis com representantes da Caixa. Outra novidade é que, no caso dos usados, o comprador poderá verificar, por um sistema online, a matrícula do imóvel - documento que informa ao interessado se há pendências.

O serviço, disponibilizado pela Associação dos Notários e Registradores do Brasil (Anoreg) e pela Associação dos Registradores Imobiliários de São Paulo (Arisp), será gratuito. “Se a pessoa quiser, ela poderá imprimir uma matrícula original, para registro do imóvel”, explica Luiz Carlos Previlato, coordenador do evento. “Isso vai dar mais segurança à compra.”

Minha Casa, Minha Vida

Do total de 93,5 mil imóveis que serão oferecidos, 38,5 mil são novos ou estão em fase de construção. A maior parte deles enquadra-se no programa “Minha Casa, Minha Vida”, do governo federal.

Para ter as vantagens do programa, a família precisa ter renda de três a dez salários mínimos (de R$ 1.395 a R$ 4.650) e buscar os imóveis de até R$ 130 mil.

Famílias com renda de até três salários mínimos também estão no foco do programa. Porém, o feirão não trará opções de empreendimentos para esta faixa. A recomendação é que os interessados continuem, neste caso, fazendo o cadastro nas agências na Caixa ou pelo telefone 0800-7260101.

Até o fim de abril, a Caixa já emprestou R$ 10 bilhões para famílias interessadas em comprar a casa própria. Com os feirões que acontecem em São Paulo e em outras nove cidades brasileiras, a expectativa é de que o valor supere os R$ 27 bilhões inicialmente previstos para o ano inteiro.

Fonte: JT - Jornal da Tarde, 8 de Maio de 2009.

Caixa: projetos para 50.648 imóveis

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Esse é o número de propostas enviadas por construtoras ao banco em apenas 15 dias

Em 15 dias do programa “Minha Casa, Minha Vida”, a Caixa Econômica Federal recebeu propostas suficientes para a construção de 50.648 imóveis em todo o País. Apenas no Estado de São Paulo, foram apresentados projetos para 22.957 unidades voltadas para famílias que ganham até dez salários mínimos por mês (R$ 4.650).

O balanço das primeiras semanas do programa foi apresentado ontem pela Caixa, em São Paulo. As mais de 50 mil unidades propostas em todo o País correspondem a 5,06% da meta de 1 milhão de moradias construídas pelo programa. “Estamos todos muito animados com os números”, afirmou o vice-presidente de Governo do banco, Jorge Hereda.

Assim como as construtoras estão se movimentando para lançar empreendimentos, as famílias estão em busca de informações. Antes do anúncio, o programa que simula as condições do financiamento no site da Caixa tinha uma média de 283,4 mil pesquisas por dia. Agora, a média é de 775 mil.

Apesar de pouco tempo de programa, os primeiros contratos de financiamento também já foram fechados. Segundo a caixa, as contratações de crédito para pessoas físicas, em todo o Brasil, chegaram a R$ 31 milhões até o dia 29. No Estado de São Paulo o número chegou a R$16,7 milhões. Isso significa que, até agora, mais da metade do crédito do programa saiu para moradores da região. Nesse total , estão apenas os financiamentos para a faixa de renda entre três e dez salários mínimos.

A expectativa é de que nos próximos meses mais projetos sejam colocados em operação no Estado e na capital. Ontem, o secretário de Habitação do governo do Estado, Lair Krahenbuhl,  o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, assinaaram o termo de adesão ao “Minha Casa, Minha Vida”.

“Apesar de algumas pessoas acharem que o governo, em algum momento, pudesse estar ausente do programa, nós estamos conversando (com a Caixa) desde a véspera do lançamento do pacote”, disse Krahenbuhl, numa referência à desconfiança de que a disputa política entre o governador José Serra e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pudesse deixar São Paulo de fora dos projetos.

Krahenbuhl garantiu que o Estado vai contribuir para o projeto. Em alguns casos, poderá haver inclusive complementação da verba do governo federal para construção de moradias, por meio dos projetos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), ligada ao governo do Estado. “Habitação não tem partido político”, afirmou.

O prefeito Gilberto Kassab também promete apoio para que mais moradias sejam construídas na capital. “O papel da prefeitura é a cessão de terrenos”, ressaltou. “Nós vamos identificar as áreas para participar do programa.”

Trimestre

A Caixa Econômica Federal também divulgou ontem o balanço do primeiro trimestre de 2009. De janeiro a março, o financiamento habitacional registrou contratações de R$ 7 bilhões, o que representa um salto de 110% em relação ao mesmo período de 2008.

Do total, foram financiados R$ 2,027 bilhões de moradias no Estado de São Paulo - antes mesmo que o programa “Minha Casa, Minha Vida” fosse lançado. O volume é maior que do primeiro trimestre do ano passado, quando foram financiadas R$ 867 milhões de moradias.

Fonte: JT - Jornal da Tarde, 01 de Maio de 2009.

Desburocratização é desafio para o mercado imobiliário, diz setor

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SÃO PAULO - Em evento do Secovi-SP (Sindicato da Habitação), que acontece nesta terça-feira (28), o presidente da entidade, João Crestana, afirmou que um grande desafio do mercado imobiliário para este ano é a desburocratização dos financiamentos.

Na mesma ocasião, o presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), Luiz Antonio Nogueira de França, disse que há um enorme número de documentos que devem ser apresentados no momento da compra, o que gera lentidão ao processo.

De acordo com ele, o consumidor tem de encontrar, quando vai adquirir a casa própria, um pacote de imóvel construído mais o financiamento. “Quando a gente enxergar que esse negócio vai crescer, aí as estatísticas vão subir”, disse.

Crédito imobiliário
A desburocratização ajudaria o crédito imobiliário a crescer no Brasil. Dados apresentados no evento, pelo presidente da Serasa Experian América Latina, Francisco Valim, mostraram que o crédito imobiliário, como proporção do PIB (Produto Interno Bruto), é de 2,4% no Brasil.

“Como fatia do PIB, o crédito imobiliário é baixo, porque a taxa de juros é muito alta. Ainda é muito difícil para o mercado imobiliário dar crédito de longo prazo (25 anos) com as taxas altas. A pessoa adquire, ao final, mais de um imóvel”, explicou.

Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, o crédito imobiliário representa 86,3% do PIB, enquanto que, no Reino Unido, é de 72,8%; na Espanha, de 57,5%; na Coreia, de 52,8%; no Canadá, de 31,4% e; no Chile, de 37%.

“No Brasil, não há dúvidas de que o crédito imobiliário, quando comparado com o resto do mundo, está aquém de seu potencial, está na sua infância. Ao mesmo tempo, temos bancos robustos e pouco alavancados”.

Crise
Em relação à crise, o presidente da Abecip afirmou que, mesmo com ela, está tranquilo em relação à concessão de crédito imobiliário neste ano, à demanda e à inadimplência, sendo que essa última não teve alteração nos últimos meses.

“Será um ano difícil, mas o mercado bancário está com potencial para atender o mercado apto a comprar”, afirmou.

Fonte: InfoMoney, 28 de Abril de 2009.

Estado e Prefeitura no plano da casa própria

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Parceria ocorrerá por meio de liberação de terrenos e projetos habitacionais

O governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo assinam hoje a adesão ao Plano Nacional de Habitação, também chamado “Minha Casa, Minha Vida”. O secretário estadual da Habitação, Lair Krähenbühl, informou que a parceria ocorrerá por meio da cessão de terrenos e pela apresentação de projetos habitacionais das prefeituras paulistas.

A execução do “Minha Casa, Minha Vida” será feita com recursos federais. Em todo o País, devem ser construídas até 2011 cerca de 1 milhão de moradias voltadas para famílias com renda de até dez salários mínimos (R$ 4.650). Para o Estado de São Paulo, está programada a construção de 184 mil casas. Porém, o repasse de recursos federais para Estados e prefeituras depende das contrapartidas oferecidas por eles - que pode se dar em forma de isenção de tributos ou, como no caso do Estado de São Paulo, em cessão de terrenos e apresentação de projetos.

Segundo Krähenbühl, o governo do Estado está fazendo um levantamento dos projetos em cada município para apresentar à União. “Vamos participar de todas as formas possíveis”, declarou o secretário.

Ele disse que a adesão de São Paulo ao “Minha Casa, Minha Vida” acontece só agora porque antes foi necessário tirar dúvidas com técnicos da Caixa Econômica Federal, que executa o programa. Há pelo menos dez dias, integrantes da Secretaria de Habitação paulista se reúnem com técnicos da Caixa Econômica Federal para fechar os detalhes da adesão, informou Krähenbühl.

O secretário e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, vão assinar os termos de adesão ao “Minha Casa, Minha Vida” ao meio-dia, em cerimônia que será realizada no auditório da Universidade Caixa, na Capital.

Na ocasião também será assinado um contrato com a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) para empréstimo de R$ 350 milhões no programa Pró-Moradia. Serão alocadis nos projetos recursos do governo federal, do governo do Estado e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), beneciando 13.508 famílias.

A Caixa Econômica Federal não adiantou mais detalhes sobre o conteúdo dos acordos. Hoje, o banco também divulga o seu balanço financeiro, referente ao primeiro trimestre de 2009, e resultados parciais do programa “Minha Casa, Minha Vida”.

Fonte: JT - Jornal da Tarde, 30 de Abril de 2009.

Caixa amplia financiamento para reformar e construir

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A partir de hoje, linha de crédito poderá ser solicitada nas agências do banco por quem possuir renda familiar de até R$ 4,9 mil. Os juros são os menores do mercado para este tipo de operação e o volume máximo passou para R$ 80 mil

A partir de hoje, quem vai reformar a casa ou comprar materiais de construção terá novas condições de financiamento na Caixa Econômica Federal. As linhas que utilizam recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), as mais baratas do mercado, terão limites de crédito maiores e estarão disponíveis também para a classe média.

Reformas e melhorias em imóveis com custp de até R$ 80 mil passarão a ser financiados pela Caixa - antes, o valor máximo era de R$ 70 mil. O limite da renda mensal familiar, para ter acesso à linha, também foi ampliado: de R$ 3 mil para R$ 4,9 mil.

Na compra de materiais de construção, a Caixa vai manter o teto de financiamento em R$ 70 mil. O limite da renda familiar para utilização da linha, no entanto, saltou de R$ 1,9 mil para R$ 4,9 mil. De acordo com o banco, essa ampliação da faixa de renda vai atrair mais famílias, inclusive de classe média.

As linhas que utilizam recursos do FGTS oferecem taxas de juros mais baixas. Atualmente, quem financia reformas paga de 5% a 8,16% ao ano (dependendo da garantia), mais a taxa referencial (TR). Na compra de materiais de construção, a taxa é de 5% ao ano, mais a TR. “Cinco por cento ao ano é uma taxa baixa para os padrões do Brasil e também de outros países”, afirma o economista Marcos Silvestre, da Mercatus Escola de Negócios. “Nos Estados Unidos, para você ter acesso a uma linha dessas é preciso ter um histórico de crédito impecável.”

Apesarda facilidade, é preciso avaliar a necessidade do financiamento. Silvestre defende que linhas assim sejam utilizaadas em situações de emergência. “É o caso de um vazamento no telhado. A pessoa pode fazer o financiamento para resolver o problema e evitar prejuízos maiores”, cita.

Proprietários que vão colocar a casa à venda também podem utilizar a linha de crédito para aumentar o valor do imóvel. “Uma reforma vai embelezar o imóvel . Isso pode acelerar a velocidade de venda e, eventualmente, até aumentar o preço”, diz o economista.

Se a intenção for reformar a casa ou fazer ampliações para uso da família, Silvestre recomenda cautela. “Lembre-se de que essas linhas também devem estar disponíveis no segundo semestre e no ano que vem. Não é preciso ter pressa”, afirma o economista. “Com a crise econômica, há um problema de desemprego e pode não ser a hora de fazer financiamentos.”

O economista Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), confirma que as linhas possuem taxas de juros mais baixas. Mas ressalta que é preciso comparar as opções disponíveis no mercado. “Algumas redes de materiais de construção vendem em até 12 vezes sem juros no cartão de crédito. Pode ser mais vantajoso comprar dessa forma.”

Cooperativas e associações também terão o acesso ao crédito a partir de hoje. O valor máximo financiado para compra de lotes saltou de R$ 25 mil para R$ 28 mil. E o limite de renda para acesso ao crédito subiu para R$ 2,79 mil.

Fonte: JT - Jornal da Tarde, 29 de Abril de 2009.

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